Homem de Boina


Enciclopédia HdB: Noção, falta de
2 de dezembro de 2009, 14:31
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Noção: ou você tem ou você incomoda. Esse é o martelo que bato nesta quarta-feira caldeirosa. “Noção” é uma palavra pequena que pode foder com a sua vida num piscar de olhos, te colocar numa saia Geysi e fazê-lo implorar para voltar ao útero materno. Ou até o paterno, mesmo. Tudo depende da vergonha que sua ausência (noção) nos faz passar.

Garanto que isso é constante em minha vida. Não! Não sou eu o sem- noção! Claro que não! O problema está no universo ao meu redor. Sim, essa selva hostil cheia de criaturas terríveis prontas para consumir a última gota de saúde do meu figado/estômago/cérebro/paciência.

É visando o aperfeiçoamento das Criaturas visitantes desse humilde blog que vamos recorrer, mais uma vez, ao fabuloso Dicinário HdB e definir essa palavra desconhecia por tantos e tenebrosamente incompreensível para outros.

Vamos aos fatos!

1.0 EM PRIMEIRO LUGAR
Aceite: você é um doente. Sim! Você, sem-noção! Você é doente mental! E não me olhe com essa cara de “ai, quem é você pra falar?!” ou “você não pode falar assim de mim”. Se essa foi a sua reação, adivinhe! EU POSSO! E fica quieto aí que está me atrapalhando!

Aliás, o primeiro passo de toda doença ou dependência é assumir. E não to falando que você deve mudar seu nome de “Valdir” para “Zuleica“. E nem para a moça leitora começar a coçar o saco! E tira a mão daí! Você não tem  isso!!

Enfim, o fato é que para deixar de ser um notionless você, Criatura do Pântano, deve assumir que não tem discernimento do que pode ou não pode, onde pode ou não pode e quando pode ou não pode. Isso é vital para que o seu nome deixe de ser prefixo para tags como #Voce_vexame #Voce_vergonha_alheia ou #Voce_não_conheço. Sim, as pessoas falam mal ou simplesmente transformaram seu nome em motivo de chacota.

Portanto, assuma e diga com o papai: Eu sou um sem-noção.

2.0 SOU UM SEM-NOÇÃO, E AGORA?
Agora que sabemos a qual parte do reino animal pertecemos podemos dar o segundo passo em direção a redenção de nossas almas. O ex-futuro-talvez-quem-sabe-sem-noção deve aprender três movimentos básicos do ser humano descente:

2.1 Ouvir: eu sei que parece simples mas, não é. O SN deve aprender a ouvir COM ATENÇÃO as informações disponíveis no ambiente. Coisas como “meu namoro terminou”, “ninguém pode saber disso”, “não quero encontrar Fulano” e suas variações. Elas são indicativos de que algo incomoda ou que se você, ser alienado de percepção e compreesão, insistir em gritar aos quatro ventos, vai criar uma confusão dos diabos.

Nessas horas vale o ditado “Quando um burro fala o outro tanto bate até que fura”… era isso??

2.2 Responder: Nem tudo que as pessoas te contam precisa ser divulgado para outrem, portanto a singela expressão “Não sei” cabe em todos os lugares. Vamos ao exemplo, afinal eu sei que você não entendeu!

Vamos lá, seu amigo acabou de contar que vai dar um carro pra namorada. Seguido da informação vem um singelo e claro “Não conta prá ninguém!”.Suponhamos que alguns minutos mais tarde a conjuge do dito cujo o procura e pergunta o que fulano estava cochichando. O quê você diz?

a) Nada, é porque ele vai te dar um carro e quer surpresa.
b) Ele está pegando o seu irmão. Se fosse você dava o troco agora mesmo com o primeiro idiota que aparecesse (eu).
c) Peidei… Ah, o que você queria saber mesmo? Ah, do carro? Sim, ele comprou um de surpresa. Só não sei pra quem é.
d) Não sei.

Vai, não é difícil responder.

2.3 Não fique nú: É exatamente isso. Não fique nú nas festas. Ficar nú é legal mas, tudo nessa vida tem hora. Hora de beber, hora de falar, hora de ouvir, hora de correr, hora de cantar, hora de gritar, hora de ficar calado, hora de ficar nú. Sim, tem muita gente que fica nú em festas, reuniões familiares, aniversário de criança, festa de implante dentário novo da avó e tem gente que acha momento para ficar nú até em enterro.

O semi-nú também incomoda em certos momentos. Por exemplo aquele pessoal que tira a camisa na balada. Pense o seguinte: você está num lugar fechado, abafado, nesse calor dos infernos e suando. Imagine aquele brother que se acha uma diliça tira a camisa. Ele também está suado só que agora, sem camisa, o que permite ao estrupício compartilhar de seu futum e suor com mais eficiência. Além disso ser um tanto desagradável e sem-noção, é bem cafona e gay. MUITO gay.

3.0 JÁ ESTOU CIÊNTE DO QUE FAZER, JÁ POSSO SAIR SEM MINHA COLEIRA?
Não! Definitivamente! Você ainda é um ex-futuro-talvez-quem-sabe-sem-noção em treinamento! Um sintoma clássico dos SN é achar que com apenas uma informação já estão prontos pro combate.

Antes de retirar seus acessórios veterinários você deve pronunciar todos o dias, em frente ao espelho, os três movimentos básicos do ser humano descente como um mantra por no mínimo 3 meses. Depois disso talvez esteja pronto para tentar sair na rua sozinho sem a ajuda de algum ser vivo responsável.

É isso aí, Criaturas, boa sorte com seus exercícios e não esqueçam: O sem-noção de amanhã pode não ser você!

}  Fiquem de olho!  {

Sônia – Léo Jaime



Casar é o que interessa! O resto não tem pressa!
28 de outubro de 2009, 23:32
Filed under: Relacionamentos

Bem vindos de volta, minhas criaturas silvestres. Vamos iniciar mais um passeio desagradável pelo comportamento sub humano. Hoje atacarei seus corações, minhas pequenas Bestas do Apocalipse. Sim, jogar um pouco de marrom nessa vida rosa de “marré de ci”! Perfurar o tenro “bate-bate” desses corações cabeça-de-bunda desenhados numa folha de papel. Se você defere um sonoro e meloso “eu te amo” nos 10 primeiros minutos de namoro, melhor nem continuar lendo… amoreco…

O FOFUXO
Maldita seja aquela pessoa que fica com alguém e logo cria um apelidinho fofo. É “meu bebê” pra cá, “minha gatona” pra lá. Nesse circo rola até o clássico “meu amor“. Amigo, aqui vão algumas dicas para você que é um ficante FofUxO:
Lição número I: Apelidinhos são nojentos e fazem mal para o seu já diminuto célebro. Não sou bebê, nem seu gatão e muito menos te conheço pra ser seu amor. Na verdade, nem seu eu sou. Quer um apelido pra você? Fica com Fofô. Não entendeu? Sem problemas, eu explico: é cafona, sua mula! Vai pastar!
Lição número II: Não me agarre como se o Titanic tivesse afundado e eu fosse o tronco que vai salvar a sua vida. De fato, se eu pudesse até te afundava. Comportamentos Felícia são chatos e as outras pessoas mulheres que eu quero pegar estão olhando. Sim, eu vou ficar com outras, momô. Odeio gente grudenta, sai Exú!
Lição número III: Não vou namorar e muito menos casar com você só porque fui um “cara legal”. Meu Bem, eu te respeito, isso não quer dizer que virei sua propriedade ou que achei a minha metade da laranja. Pára de ouvir pagode e gruda o pé no chão! O Belo foi preso por envolvimento no trafico de drogas (além de ser feio que só o Diabo), o Evandro Correia matou a ex-esposa e o Fábio Jr. está com as bochechas caídas! Bom dia!!

O CASAL 20
Todo mundo conhece pelo menos um. Aquele casal que parece pensar como um só, eles criam uma espécie de simbionte, seus cérebros grudam e passam a decidir pelo outro. Esse comportamento é seguido por doses nada (NADA) homeopáticas de romantismo forçado e melação explícita. Suas opiniões estão sempre acompanhadas por um “nós” bizarro ou um “acho que a gente não pode ir”. É sempre no plural, por mais que tenhamos falado com apenas um. Além das respostas em conjunto, também podemos reconhecer outros sintomas dessa patologia como perda da personalidade, isolamento quase completo, fala infantil e necessidade exarcebada de demonstrar ao resto da matilha o seu amor incondicional. Óbvio, os apelidos ganham força nesse estágio e passam de “bebê”, “gatona” e “amor” para coisas abstratas e diminutivos nauseantes como “bübê”, “Tchucotchú”, “buzunginha”, “momô”, “dadushca”, “picorrucha”, “totosa” e tantos outros. Não, não ousem me perguntar o que significam! Eu só ouvi e não fiz questão de perguntar. Interessante perceber como existe uma queda de massa cefálica nesse grupo. Atentem!

OS CONJUGES
Sim, tem gente que VAI CASAR. Independente de com quem, quando, onde, como ou porque. Eles vão casar E PONTO. Costumam ter todos os sintomas dos 2 grupos anteriores encrustados na alma. Esse ser das trevas conhece alguém e vai dormir pensando na faculdade que seus filhos vão fazer. Claro que o mais velho vai fazer medicina… o Jr.? Não, vai fazer direito, sempre quis um filho adEvogado! Já conheci gente que quiz casar com TODAS as pessoas que beijou. Sério, todas sem excessão.

Já houveram aqueles que conseguiram realizar o sonho da família própria em apenas 6 meses. Podemos chamar isso de “O Intensivão do Matrimônio”. Conhece, beija, noiva (claro, tem que ser noivado direto pra não perder tempo) e casa. Sem rodeios, sem xurumelas. Porque a regra é clara: quem namora muito, não casa!

Segue teu rumo e vai ser feliz, borboletinha!!!

OS CORNOS COM ORGULHO
Sim, tem gente que tem orgulho de ser otário. Não, esqueçam o que eu disse! Eles não são otários!!! O lance é que eles amam MUuUUuUUuUUUuuUUUuUito!!!!!!!! Sim!! Eles amam tanto que podem suportar a dor de uma traição… duas traições… três, quatro, cinco… Quantas forem necessárias!! Pra eles, tudo é tão intenso que para poder expressar em palavras todo o AMOR que sentem, só usando interjeições!! Muito, muito MUITO AMOR! Eles se rebaixam, se humilham, pedem aos céus para que Deus dê força para seus parceiros resistirem ao olhar daquela VAGABUNDA que está obrigando eles a enfiarem a lingua na orelha delas!

Gente, é importante é ter fé mas, tem que saber parar antes de ser trouxa… entenderam? Ah, esquece… vai la atrás do amado que ele pode estar a perigo.

Ah, esses amantes. Sempre rendendo muito pano pra essa manga da vida. Com certeza você também conhece pessoas que se encaixam em algum desses perfis. Ou em todos.

Um conselho? Se você tem a razão como diretriz na sua vida, não gaste saliva com esse povo. Elas são doentes. E pra essa doença, só tem uma cura: Foder. Mas, não naquele sentido bacana, não. Tem que se foder muito até aprender e, as vezes, nem assim. Por isso, meu jovem, não perca muito seu tempo com eles, deixe que o acaso se encarrega.

}  E muito amor prá vocês!  {

Ouça Je T’aime (Moi Non Plus) – Jane Birkin & Serge Gainsbourg




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